quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Panetone, pisca-pisca e vestibular

Panetone, pisca-pisca e vestibular
                Final de ano é sempre aquela coisa boa, né? Fim das aulas, preparativos para as festas, família reunida... e mais um monte de coisa que é sempre muito bom. Aquele gostinho de fim e novo começo...

                Mas, para algumas pessoas o fim do ano também é uma época angustiante, e eu passei por isso muitos finais de ano. Porque além das festas também é uma época que está cheia de vestibulares. Em novembro - enquanto alguns estão contanto os dias em que vão fazer as malas para suas viagens - outros estão ansiosos e desesperados pois tudo o que estudou durante um ano será “avaliado” com benditas provas que duram poucas horas, no entanto parecem ser uma eternidade quando você está ali olhando aquele exercício cabuloso que pode ou não te dar uma vaga para a universidade.
                O vestibular em si é só o dia em que você tenta mostrar para o corretor que você estudou o suficiente para entrar na faculdade e no curso que você escolheu, o que já traz um peso maior do que realmente deveria para aquele estudante ansioso. Mas a preparação para esse dia é desgastante e sufocante. São centenas de exercícios resolvidos, horas e mais horas de aulas (repetitivas, para quem faz cursinho), muito choro derramado e, principalmente, muita pressão em cima de uma pessoa.
                Essa pressão vem de todos os lados: do pai, da mãe, do irmão que já passou na universidade X, daquele primo que tem sua idade e já está com o diploma em mãos, dos seus amigos do ensino médio, dos professores, do cursinho que faz propagando em cima da sua aprovação... Mas a pior mesmo, é a pressão que nós fazemos em nós mesmo. Aquela que dificilmente nos larga durante a prova. Que nos dá dor de barriga. Que nos faz sentir inseguros. Que nos faz esquecer quantos lados tem um quadrado ou quais são as cores da bandeira do Brasil.
                É fácil? Não. Não é nem um pouco fácil. Pois é uma época decisiva para nossa vida. Mas não precisa ser a pior época da sua vida, a vida é feita de etapas – assim como o danado do vestibular – e todas as etapas são importantes para a sua formação.
                Faz muito tempo que quero falar sobre isso aqui, expor um pouco da minha experiência durante essa fase tão complicada e decisiva na vida de muitos. Poucos de vocês devem saber, mas esse ano ingressei (novamente) na universidade. E todo o caminho até aqui teve vários altos e baixos, frustrações (muitas frustrações mesmo), esperança, falta de esperança, choro, e gritos de alegria (ou não).
                Durante essa caminhada eu aprendi uma coisa (até hoje não estou apta a dizer que consigo exercer com perfeição e acho que nunca farei com perfeição): CONFIAR. Confiar em Deus. Confiar que se eu fui reprovada várias vezes, que se eu não fui aprovada por um ponto, ou que se eu perdi aquela data de inscrição, é porque Ele sabe de todas as coisas e Ele está preparando o momento certo, o lugar certo, o curso certo, Ele está te preparando para sua ida para a universidade! Ele está amadurecendo você. Está te dando a chance para se conhecer melhor. Para aproveitar as partes difíceis para trabalhar na sua vida questões antes não trabalhadas.
                Hoje eu faço odontologia na Universidade de São Paulo, e mesmo tendo demorado a me encontrar no curso e na futura profissão, posso dizer que valeu a pena toda a angustia que passei e medo que tive nessas épocas de vestibulares... E posso assegurar com toda a certeza de que quando depositei minha confiança em um Pai que cuida de mim, todo esse período de reprovação e aprovação foram menos dolorosos.
                Entre 2011 e 2015 foi um período muito turbulento e confuso, em que mudei de curso, tentei transferência, iniciei um curso que não gostava, saí do curso, prestei vestibular novamente (não passei), acabei voltando para o curso que não gostava... foram momentos bem difíceis. Mal sabia eu que Deus estava cuidando dos meus sonhos e dos meus planos - que nem eu mesma os conhecia.

                Em 2015 tive a absoluta certeza de que Deus estava no controle de tudo o que já havia acontecido e ainda iria acontecer. Ao sair da universidade e voltar para uma sala de cursinho e me readaptar àquela rotina que achava que não iria vivenciar novamente, fui encontrando força e consolo naquilo que realmente poderia me amparar nesse momento. Não apenas minha família, namorado e amigos; mas principalmente em um Deus que nos garante bênçãos sem medidas. Nos garante a realização de sonhos muito maiores do que nós podemos imaginar.
                Meus sonhos superaram minhas expectativas! Deus me honrou e me abençoou muito mais do que esperava! Tive a oportunidade de passar no curso que queria (Odontologia) nas universidades que desejava (Unifal e USP). Mesmo eu tendo desacreditado da minha própria capacidade (afinal foram muitas rejeições até esse resultado) e não sendo merecedora de nada – Ele me honrou.
A partir do momento em que eu comecei a confiar em Deus, percebi que ele queria usar minha vida para glorificar a Ele, e que independentemente de onde eu estivesse isso aconteceria; fosse lá no cursinho, na faculdade, ou na profissão que eu escolhesse. Ele queria e ainda quer que eu O deixe me guiar, confiando nEle. Vale a pena depositar sua confiança em Deus, e descansar nele. Ele quer te consolar, ele quer e irá te honrar (se você confiar nele) e ele quer usar sua vida em todas as circunstâncias/momentos.

By Carola, Marice Cândida

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