segunda-feira, 6 de abril de 2015

"Porque são jovens e ponto final..."

Olá leitores!
Comecemos a semana falando sobre a nossa juventude com seu jeito de amar (ou não), e esse objetivo comum em todas as faixas etárias: Busca de um amor correspondido!
O nosso amigo Magrão, escreveu mais um texto ótimo, o qual ele publica no site da Ultimato, e que vale sempre a pena ser lido e compartilhado. Então nos resta compartilhá-lo para que vocês possam ler também. 

Juventude: Paixão e amor
fonte: Inutil Talvez
Apaixonar-se é uma das características mais marcantes de uma juventude descolada. Andar pelas ruas, frequentar ambientes onde jovens se reúnem traz o aroma da paixão. Fico a refletir se tais paixões estão abertas ao processo de chegar ao amor.
Amar é algo careta, ultrapassado e que não faz sentido em nosso mundo moderno?
Sim, você sabe onde quero chegar. Isso mesmo! O amor que te faz desejar caminhar ao lado de alguém pelo resto de seus dias. De uma construção saudável entre dois universos diferentes, com suas manias e tudo mais que vêm nesse desafio.
Curto demais bater papo e saber o que se passa na cabeça dessa juventude. Interessante que no campo das relações todo começo é muito bacana, envolvido por uma atmosfera avassaladora, onde o discurso é tipo “encontrei a mulher da minha vida”, “sim será para sempre”, “ela me completa”, e por aí vai.
Por que jovens têm tanta dificuldade em trabalhar a comunicação aberta, o olhar denunciador de si mesmo, suas fraquezas, neuras e tudo mais, que mais cedo ou mais tarde, virá à tona e precisarão ser trabalhadas?
Porque são jovens e ponto final. Será que a resposta é simplista?
Muitos se relacionam sem a preocupação com o outro, com os sentimentos que são despertados e, por vezes, sem pensar no que uma quebra nessa relação, que muitas vezes se inicia de maneira tão rápida, pode causar.
Tenho acompanhado relações rápidas que tem tudo para dar certo e acabam se desmanchando como uma brisa que se dissipa e deixa marcas. Essas marcas muitas vezes são difíceis de apagar. Jovens acabam sendo afetados por uma distorção e, até mesmo, passam a evitar a experiência de um novo encontro, um recomeço.
Ok. Estou exagerando. É isso?
Sim eu também já sofri por amor e quem nunca sofreu que levante a mão e mostre o caminho. Mas o essencial nesse processo é nunca desistir, prosseguir e encarar o desafio em busca não do príncipe encantado e seu cavalo branco, mas de alguém real, sensível, sincero e que, como eu e você, quer eternizar o sentimento mais lindo e prático do universo, das galáxias: o amor.
Amar continuará sendo um desafio. Desafio que vale a pena. Afinal, todos desejam ser felizes no amor e continuarão buscando incansavelmente alguém que complemente sua vida, tornando-a mais colorida e cheia de significados.
Feliz eu, e quem sabe você, que encontrou o amor e desse encontro chegou à sua própria definição. 

Aqui deixo a minha:
"O lirismo, a pureza e a singeleza da declaração ‘sim eu aceito’ é a sublime atmosfera que inunda dois corações dispostos a amar, se entregar, aprender e sonhar o sonho da cumplicidade, da amizade. Um cordão que suporta, supera e caminha enxergando no outro o seu complemento. Amar é divino e por ser divino é eterno e contradiz a fluidez passageira da paixão. Um frio que nos domina. As palavras que fogem ou simplesmente por querer dizer de trêmulas pernas ‘tanto faz o caminho’. Mãos tomadas de suor e a reação comum aos enamorados: a admiração calada que traduz tudo quanto o amor significa."


Por Jeverton “Magrão” Ledo

Carolas

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